Uma teoria de nada

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André de Vinck
Tatiana Massuno

Abstract

Como podemos definir uma nova teoria geral da evolução e, consequentemente, uma nova teoria geral da história evolucionária? Primeiramente, precisamos resolver o mistério que se encontra no centro do grande livro de Darwin. Em segundo lugar, temos que identificar os começos de natureza-cultura-história. Darwin não pôde definir o termo espécie e seus sucessores não conseguem definir o termo gene. Uma solução padrão para este dilema é definir uma espécie enquanto um grupo de organismos dimórficos que, de forma bem sucedida, troca genes. No entanto, algo indefinível não pode ser utilizado para definir outra coisa indefinível. Ao invés de detectar a evolução das coisas indefiníveis, podemos traçar a evolução de relações definíveis - p. ex. a troca. Trocar significa colocar em relação e, dessa forma, significar os valores relativos dos significantes sendo trocados, assim como os valores relativos dos significantes iniciando a troca. Nesse contexto sugiro que a natureza comece com a dinâmica da troca; cultura, com a prática da troca e a história, com a sintaxe da troca. Ao invés de uma teoria de tudo, proponho, dessa maneira, uma teoria de nada. Proponho que nada existe em e de si mesmo e que tudo evolui como uma eco-matriz coincidental das relações significativas de troca.

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