O desejo de parar o tempo Oryx e Crake de Margaret Atwood

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Tatiana Massuno

Abstract

E se os humanos continuarem em sua busca por “mais e melhor”? E se continuarmos vivendo dentro de nossos limites antropocêntricos? E se ignorarmos a pergunta de em que ponto muito é muito? A “ficção especulativa” de Margaret Atwood não apresenta novos mundos, já que o mundo de Atwood se assemelha ao nosso; seus romances apresentam, no entanto, “e se” realidades. Ao extrapolar tendências, Oryx e Crake retira as questões acima mencionadas do contexto da Modernidade. O romance de Atwood revisita conceitos-chave tais como tempo e subjetividade e faz a progressão parar. No que nosso desejo de parar o tempo, nossa condição humana, pode resultar, no fim das contas? A Modernidade e seus conceitos estão sob escrutínio em um romance no qual a mudança climática e a natureza parecem ter sido superadas. O presente artigo busca, assim, investigar o que essa estória de um “nós sem um mundo” que se torna numa estória de um “mundo sem nós” pode nos dizer sobre as buscas da Modernidade e suas repercussões: ou seja, a consciência ecológica e o bom Antropoceno.

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